quinta-feira, 25 de junho de 2015

Teatro de bonecos faz releitura da lenda do Minhocão

Na tradição do teatro de bonecos, que tem as mais variadas formas, a atriz e diretora Raquel Mutzenberg apresentou seu trabalho de pesquisa em artes cênicas no dia 11 de junho, segundo dia da XVII Conferência Brasileira de Folkcomunicação.

Raquel Mutzenberg, formada em jornalismo e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO-UFMT), levou para a Folkcom 2015 a Caixa do Agustino, na qual apresenta o espetáculo “Agustino: Peixe Grande”.

Com duração de três minutos, “Agustino: Peixe Grande” narra, nas formas do teatro de bonecos animados, a breve história do pescador embriagado e devorado por um peixe grande.

O rio oferece, o rio toma de volta: assim, Raquel Mutzenberg faz a releitura cênica de uma das mais conhecidas narrativas do folclore cuiabano: a lenda do Minhocão do Pari, que se refere a narrativas populares sobre um animal que seria uma espécie de minhocão-serpente, visto por inúmeras pessoas nas águas do rio Cuiabá, na região do Pari, que hoje incorpora bairros como Jardim Araçá.

A experimentação com teatro de formas animadas é o primeiro trabalho solo da atriz, que é membro e fundadora do Teatro de Brinquedo. A trilha sonora é de William Kanashiro e o apoio técnico, de Paulo Gorayeb.

O boneco, feito de modo artesanal e desenvolvido em oficinas, é manipulado pela própria atriz dentro de um equipamento artesanal parecido com antigas máquinas fotográficas estilo “lambe-lambe”, que povoavam a imaginação de décadas anteriores e instiga as atuais.

A audiência é individual: cada espectador se senta num banquinho, usa um fone de ouvido para ouvir a trilha sonora produzida por William Kanashiro, enquanto observa, através de um orifício, a animação do boneco no interior da caixa, manipulado por Raquel Mutzenberg.

Durante a Folkcom, participantes da conferência e visitantes puderam conhecer o trabalho de animação com bonecos e as experimentações cênicas da atriz e diretora. Na foto, as meninas Catarina e Isabel, que vieram com os pais Junia Martins e Junior Pinheiro de João Pessoa (PB), assistiram à apresentação da breve cena de animação (ver foto).


Sobre a artista

Mutzenberg, que começou sua carreira de atriz no Teatro Mosaico, do diretor Sandro Lucose, vem desenvolvendo a técnica de teatro de bonecos desde sua participação na peça “Romeu e Julieta”, produzida e encenada em seu período no Mosaico, em 2102.
Em 2015, a atriz e diretora fez estágio de intercâmbio no Chile, como mestranda do PPG ECCO-UFMT, para troca de informações com artistas daquele país e desenvolver técnicas de artes cênicas.

Raquel Mutzenberg participou da XVII Conferência Brasileira de Folkcomunicação como membro do Coletivo à Deriva, coordenado pela professora e pesquisadora Maria Thereza de Oliveira Azevedo, do ECCO-UFMT.





Texto: Assessoria de Comunicação Folkcom 2015
Foto: Y. Gushiken



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